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Porque tão só? [Conto]

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Porque tão só? [Conto]

Mensagem por Pretty Poison em Qui Fev 14, 2013 11:07 pm



PORQUE TÃO SÓ?


SINOPSE
Sentia-se só e a pergunta o assolava. Por quê? Como? Nada o satisfazia, ninguém o deixava feliz mesmo não sendo aquele "um entre a multidão". Ele era a autoridade máxima e mesmo assim sentia-se perdido quando tudo já estava conquistado.

NOTAS DA AUTORA
DRAMA Baseado na era medieval; Sem especificações se há ou não um tema definido, pode-se tratar de Loki após o "fim-dos-tempos nórdicos", a um rei qualquer de Westeros ou até mesmo da Inglaterra. Previsível e clichê e com certeza repleto de erros, não é um dos melhores mas eu gostei da temática :3 Já postei ele em outros sites com esse mesmo código (o que o site fornecia dava "proibido enviar links externos a e-mails). O texto contém modificações se comparados com os outros. Classificação Livre.[/URL]
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Re: Porque tão só? [Conto]

Mensagem por Pretty Poison em Qui Fev 14, 2013 11:13 pm



PORQUE TÃO SÓ?


Estava ali, sentado em seu trono. Tudo o que ele mais quis e batalhou para acontecer se resumia a aquilo: uma cadeira cujo material ainda permanecia na incógnita; e tentar desvendar do que ele seria feita era a única coisa que parecia ter para se divertir em meio ao salão vazio.

No começo tudo foi ótimo. Adorava a sensação de poder, de fazer tudo o que quisesse e de ver todos se curvando perante a si, mas tinha principalmente um grande prazer em esbanjar riquezas e ordens pelos sete mundos. Mas com o tempo a graça daquele poder sem fim foi acabando, onde está a graça de batalhas quando tudo já estava ganho? Ele, o novo rei, foi ficando cada vez mais recluso enquanto pensava, meditava e tentava entender aquilo.

No começo veio os passatempos: Livros, pássaros, mágicos, frutas adocicadas, torneios, festas, comediantes, teatros, óperas, religião... Diversas e diversas coisas que quando jovem jamais sonhará em possuir, mas não usufruía de mulheres ou prostitutas. Era casado e mesmo sendo chamado de perverso não era infiel, ao menos não com a mulher que tanto o ajudou quando esteve preso a uma rocha; Ela era meio tolinha a seu ver, mas merecia o respeito apropriado nem que seja pelo motivo de ter as ancas que permitiram o nascimento de seus filhos; O rei, então, fazia seu papel de marido na cama, mais para o deleite dela do que seu.

Tinha tudo o que queria, mas porque se sentia tão só?

A tragédia estava no sangue daquela família e desde os primórdios sabiam que ia se terminar desse jeito, não havia escapatório nem que fosse divina, portanto não sentiu nada quando viu seus irmãos morrerem; o único a escapar do destino trágico por covardia foi ele, todos os outros foram corajosos para atravessar a ponte e se juntar aos outros, aos mortos.

O rei então se lembrou de quando todos se reuniam no imenso salão e partilhavam os alimentos com música e risadas e pensou que talvez o que lhe faltava eram pessoas ao seu redor então, talvez, devesse sair um pouco e respirar ar puro, visitar os filhos que ainda estavam em sua bela infância e vê-los correr pelo jardim ou, quem sabe, visitar os prisioneiros ou as periferias para ver a pobreza e assim sentir novamente o orgulho de ter dinheiro nas mãos... Mas não, mesmo que fizesse isso ainda sentiria o vazio dentro de si, pois ninguém era digno de sua atenção, todos, para seus olhos, eram inferiores e deviam de serem tratados como tal e até mesmo seu favorito, aquele que iria ocupar o trono no caso de sua morte, ainda era criança para uma conversa mais madura e não chegava ao seu nível.

Não e não! Tudo o que achava não o deixava entorpecido nem lhe davam a sensação de bem-estar e a cada segundo sentia-se cada vez mais cansado. Já não sentia a mesma raiva com as rebeliões nem o mesmo orgulho com os eventos em seu nome; Já não havia graça em viagens nem com as guerras civis que ele mesmo travava em busca de emoção.

O rei procurou um sábio, mas nem ele soube responder, o povo aclamava pelo seu rei por mais que o tivesse o odiado e tudo parecia, na mente dele, ter sido programado; A folha que cai, o bardo que canta, a mulher que chora, a criança que ri... Tudo programado! Tudo em um esquema que levava a nada... Bem, levava a sua infelicidade, tirando isso a nada mais.

Talvez fosse à hora de ter a coragem que lhe faltou na batalha, salvar o resto de honra que ainda havia dentro de si depois de tantas mentiras, traições e artimanhas que usou em sua vida terrena. Talvez levar tudo para outro plano, ter um respeito merecido e quem sabe assim, ter a paz que tanto queria e não se sentir assim tão vazio como um vaso de vinho no final de algum banquete.

Em uma festa que bebeu de mais e se encontrou com quem sussurrava coisas em seu ouvido o fazendo teves delírios de tanta infelicidade. Ficou na beira de uma tentando ouvir poesias sobre os afogados e escutar lá de longe uma voz fina e sedutora que o chamava: Coragem, homem! Um rei necessita de coragem e não de uma coroa em cima de sua cabeça!. Era um aviso, um conselho, uma ínfima dica que talvez pudesse trazer a paz, mas o rei desacreditado não se permitiu ter coragem.

Voltou para seu castelo, para sua cúpula de vidro mais só e triste do que antes; sem coragem, sem malícia, isento de piedade... Só ele, só sua carcaça vazia encostada em um trono que nem mesmo ele sabia sua composição e deveria de ser – e foi assim - até sua morte tardia, e alguns dizem que quando finalmente encarou aquela-que-não-deve-ser-nomeada, o rei, em anos, sorriu. Ele finalmente havia encontrado a paz.

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